Jesus Cristo: um ser humano fantástico


“Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas à base de que firmamos as criações do nosso gênio? À base da força. Só Jesus Cristo fundou seu reino à base do amor, e até hoje milhões de homens morreriam por ele.” (Napoleão Bonaparte)

Se Jesus existiu, isso não resta mais dúvidas. O Historiador Flavio Josefo relatou em suas crônicas o homem de Nazaré e sua fama que já circulava em sua época. Lembro-me de uma frase de Rosseau que disse certa vez que “se Cristo não existiu os seus seguidores que o inventaram eram tão fascinantes quanto ele”. O homem é histórico, a sua interpretação é religiosa e a sua divindade é questão de fé para quem assim crê. Mas não resta dúvidas, Jesus nasceu em um lugar, viveu e morreu nas mãos de dois poderes deste mundo: o político e o religioso.

Segundo os evangelhos o homem Jesus mostrou sua elevada humanidade de todas as maneiras possíveis e impossíveis. Através do carisma, da inteligência no uso de enigmas (parábolas), da assistência aos necessitados, do conhecimento da cultura da época, da misericórdia e do amor, o homem Jesus foi por onde andou acumulando admiradores que nunca por aquelas bandas tinham visto e ouvido um ser humano tão fascinante. Pelo evangelho se vê o homem Jesus sendo simplesmente um ser humano cheio de compaixão pela dor alheia. Se era divino (isso é questão para quem crê), agia divinamente tão somente para mostrar humanidade ao ser humano. Se falava sobre o Pai (Deus), ou sobre o Reino de Deus, falava como quem vivia tanto o Pai como o Reino Dele dentro de si mesmo e não como algo metafísico, além da compreensão humana.

O que mais me chama a atenção em Jesus pelos evangelhos é a sua vida como um ser humano que viveu todos os momentos, sensações, dores, angústias e alegrias humanas. Jesus chorou a vista de Jerusalém que estava consumida pela corrupção religiosa. Chorou quando abordado por Maria que lhe falou sobre a morte de Lázaro e contemplou-lhe o sofrimento (Jo 11:35). Participou de festas, aceitou convites para banquetes, cantou nos momentos de alegria, fez amizades e ensinou o significado delas. Foi até chamado pelos seus adversários de “comilão e bebedor de vinho”. Se era um “comilão” eu não sei mais adorava uma “boquinha livre”, pois sempre aceitava os convites que lhe faziam para visitarem suas casas. Se era um “bebedor de vinho” também não sei, só sei que o seu primeiro milagre relatado era ter transformado água em vinho. E não era qualquer vinho não, até o mestre-sala da cerimônia do casamento reconheceu que era o melhor vinho. Jesus, afirmava a vida e não a negava (lembrando Nietzsche) como muitos pensam. Vivia cada momento no seu devido tempo e lugar. Até depressão o homem Jesus teve quando disse: “minha alma está profundamente triste até a morte”. Pelos evangelhos se lê que ele suou sangue! A ciência diz que em um estado de depressão e pressão intensa, o ser humano pode fazer com que algumas veias se rompam provocando o fenômeno do “suar sangue”.

Nenhum homem até hoje conseguiu ser mais humano do que o homem Jesus. Perdoar quem lhe traiu era sinal de alguém que era tão bem resolvido internamente, pois sabia que o ódio e a vingança são sentimentos que fazem mais mal para quem os possui do que a quem lhe é dirigido. Como eu disse, o homem Jesus é histórico, a sua interpretação é religiosa e sua divindade é questão de fé. O maior problema hoje em relação a Jesus é em relação ao que fizeram de Jesus. Transformaram (pela interpretação) alguém que pelos evangelhos era a-religioso em um ser religioso, alguém que ao ser mencionado é logo ligado à religião ou a assuntos religiosos. Transformaram o homem a-político em um ser cheio de partidarismo, preferências e desejoso dos poderes e domínios desse mundo. Fizeram do Mestre que foi um simples Cristo, um “Cristão”, um Cristo grandão, mandão e poderoso como a Religião deseja. Esta aí a grande dificuldade das pessoas de entenderem o “Evangelho” que não tem nada a ver com os evangelhos dos discípulos. “Evangelho” quer dizer “boas notícias” ou seja, a mensagem de que Deus na pessoa de Jesus habitou entre nós devido a nossa total incapacidade de por nós mesmos habitarmos com Ele ou irmos até Ele, e através dessa habitação nos ensinar como proceder como seres humanos: amando-nos uns aos outros. Mais isso também é questão de fé! Mais não me diga que isso tem a ver com religião, com doutrina, com Templos a serem frequentados, com leis a serem obedecidas… Jesus era tão fascinantemente homem, tão fantástico humanamente falando que olhando para nós mesmos e o mundo, somente Deus poderia ser tão humano.

Anderson Luiz

 

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