O fim do rock n’ roll!


“Rock ‘n’ Roll não se aprende nem se ensina.” (Raul Seixas)

Desde cedo aprendi a gostar de rock n’ roll. Lembro do tempo em que ficava ouvindo os discos nacionais de novela de minha mãe que tinham músicas do Paralama, do Ultrage a Rigor, do extinto Yahoo e outros. Lembro de ter quase roubado o disco “Use your ilusion” do Guns n’ Roses do irmão de um amigo. Lembro de ter escolhido “Coma”, música desse mesmo álbum, para a professora de inglês traduzir em sala de aula. Lembro das noites em que ia dormir escutando “Sociedade do rock” na rádio sociedade, nos meus 12, 13 anos. Lembro que decidi virar “roqueiro” de vez quando escutei “Starway to heaven” do Led Zeppelin na casa de meu tio, juntamente com Pink Floyd e Rauzito. Vivi aquele período intenso do rock. Fui filho daquela geração de cabelos cumpridos, correntes pelo corpo, roupas pretas… Chegava a dizer que o rock n’ roll era a minha religião. Idiotices a parte, tenho saudade daquele tempo. Mas mal sabia eu que naquela época os meus “ídolos” já estavam todos vendidos.

Estive acompanhando um documentário sobre a “História do rock n’ roll” na TV por assinatura, e pude comprovar o que já desconfiava a muito: o fim do rock n’ roll”. O fim do bom e velho rock n’ roll! Aquele que era apenas “deitar e rolar”, apenas diversão, apenas uma diferente maneira de lhe dar com um mundo caótico. Personalidades do rock diziam que o fim do rock n’ roll foi Woodstock, pois depois que se vendeu a música o rock deixou de ser rock. Adorei ver o depoimento de um dos membros do extinto “Sex Pistols” dizendo que a busca de um roqueiro em virar um “astro” do rock era um veneno. O “Punk” apesar de ter o significado de sujeira para a imprensa inglesa, me pareceu ser o movimento mais limpo dentro do que era entendido como filosofia rock n’ roll. Algumas bandas não se venderam ao desejo de fama, dinheiro, influência… Outras se venderam ao deus mercado e deixaram de lado a essência da filosofia “rock n’ roll”. A música que é um deleite universal, passou a ser controlada, limitada a um grupo específico e direcionada por produtores famintos de grana. Era o fim do rock! “Mas afinal o que é o rock n’ roll: os óculos do Jonh ou o olhar do Paul?” já cantava profeticamente Humberto Gessinger, vocalista do Engenheiros do Hawaii.

De música de protesto contra as injustiças do mundo, o rock n’ roll passou a ser aliado. Sinto saudade das bandas que botavam a cara pra bater e denunciavam a política e o modo de vida moralista de uma época. O que se vê hoje é a ascensão de bandas claramente afeminadas e que a inspiração das letras de suas músicas surgem enquanto estão sentados no vaso. E suas letras são literalmente uma merda! Nada de novo! Nada a crescentar! Nada de inteligente! E o famigerado “Rock in Rio”? Eu fui em 2011! Curti muito o show do Gun’s n’ Roses! Hoje em dia devia se chamar “Pop in Rio”. Cadê o Rock n’ roll? Aqui vai o meu repúdio a esse rock dos dias atuais. Nenhuma banda nova surgindo que possa expressar a filosofia do bom e velho rock. O Rock n’ roll esta morto e não acredito na sua ressurreição.

Anderson Luiz

2 comentários em “O fim do rock n’ roll!

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