O que há de errado na mistura?


“Mas Não se esqueça: “Assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca.” (Martha Medeiros)

O que há de errado na mistura? No antigo mito das bruxas, o caldeirão era o lugar de consumação de suas magias maléficas, lugar esse onde eram misturadas poções, ingredientes, ervas e até animais para produzir o seu feitiço. No fogo, essas misturas se dissolviam até formar um caldo homogêneo e por vezes no mito, até “saboroso”, pronto para ser oferecido aos desafetos da bruxa malvada. Esse mito antigo e esquecido, raramente lembrado me levou a uma realidade mundial e extremamente concreta baseada nessa ideia arquetípica e elucidativa da mistura.

A mistura faz parte do gênero humano, ela nos é inerente e inata. Somos uma mistura de genes de antepassados e trazemos no nosso DNA informações “misturadas” por séculos e séculos de existência da raça humana. Não somos “puros” isso é fato! Mais isso não quer dizer que devemos ser contaminados pela homogeneidade que a mistura produz. “Misturados” seremos sempre, o problema é quando querem nos dissolver em um “caldeirão” por meio de algo que “esquenta” como fogo, formando um caldo grosso e venenoso. Quem se mistura nesse “caldeirão” se imiscui, perde sua identidade, aliena-se, robotiza-se, marcha em bando, segue o rebanho e cai no abismo. Esse mito arquetípico é perfeito! Arquétipos são projeções que fazemos de situações que muitas das vezes não conseguimos explicar. O mito da bruxa e seu caldeirão é um arquétipo perfeito do que temos vivenciado em nossa sociedade de consumo.

O modelo chamado de “Taylorismo”, de produção em série e em massa, também cai como uma luva na elucidação de nossa sociedade atual. O “Taylorismo” tem sido usado para a produção em massa de perfeitos robôs humanos sem identidade e raciocìnio próprio. Somos tratados como ingredientes nas mãos dos “bruxos e bruxas” do poder, que querem fazer de nós caldos grossos e homogêneos misturados dentro de seus caldeirões-sistemas. Querem que venhamos a ter a mesma linguagem, os mesmos gostos musicais, as mesmas vestimentas, os mesmos deuses… Nesse grande “carnaval” eles nos oferecem seus “abadás” e nos uniformizam! Não só no corpo, mas nos uniformizam na mente! Misturamo-nos até ao ponto em que se “esquenta” e não se sabe mais quem somos. Misturamo-nos até ao ponto de sermos dissolvidos no caldeirão e viramos caldo grosso e venenoso. E os “bruxos” fazem o que quiser de nós! Nossas crenças, valores, opiniões devem se imiscuir por completo nesse caldeirão do inferno. Tudo isso enquanto a “bruxa” dá gargalhadas e mais gargalhadas. Se depender de mim, as “bruxas” e “bruxos” morrerão de raiva por falta de ingredientes…

Anderson Luiz

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