Além do bem e do mal


“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.” (Friedrich Nietzsche)

O que é viver além do bem e do mal? Entender que “bem” e “mal” são categorias relativizadas e invenções humanas, parece ser o primeiro passo para viver além dessas definições. O que é mal? O que é o bem? Bem e mal não são absolutos! Basta entender também que o que julgamos ser bem traz a possibilidade de não ser e vice-versa. Isso vale para o que é ético, certo, belo, justo, legal etc. Mas estar acima dos conceitos citados (bem e mal), é estar acima de conceitos, de definições, de rótulos, de aparências… indefinível é o ser que esta acima do “bem” e do “mal”. Este não se define e nem se deixa definir. Ele não tem uma bandeira a levantar, não tem um nome a zelar, não carrega o orgulho de um sobrenome, não arrota patriotismo, não “veste camisa” de nada porque sabe ser idiotice. Ele vive além da política, dos partidarismos, das sistematizações do mundo. Vive além dos “ismos” do mundo: capitalismo, comunismo, homossexualismo, idealismo, feminismo, machismo, revanchismo… vive além das teorias de todas as ciências humanas e naturais. Aquele que vive acima do “bem” e do “mal” vê acima dos muros das religiões, dos Estados, dos Países, das divisões entre Ocidente e Oriente, entre “elite” e “massa de manobra”. Ele vê família além da sua família, vê a família humana, animal… vê a natureza como um Todo e não a sua própria natureza como se fosse única. Ela é só uma parte! Esse homem também vê além das limitações físicas, ele vê a essência, o espírito em todas as coisas. Para ele as cores são somente a riqueza da natureza e ele sabe que além do “bem” e do “mal” tudo é luz, tudo é lícito, tudo é puro para os puros… Não há negro e nem branco, índio ou pardo, crente ou ateu, católico ou protestante, patrão ou empregado, classe baixa ou classe alta, de esquerda ou direita, rico ou pobre, santo ou profano, iluminado ou ignorante acima do “bem” e do “mal”. Essas são categorias humanas, criadas para dar um pouquinho de sentido há aqueles que não encontraram um sentido na existência. Se essas categorias já são “baixas”, temos as mais “baixas” ainda: gordo ou magro, as de time de futebol, as de preferências musicais e inúmeras outras que levam até a morte. Acima do “bem” e do “mal” não há morte! Inventamos ela também para rivalizar essa categoria com a vida, essa vidinha que levamos criando teorias, conceitos, definições, rótulos… Jesus vivia acima do “bem” e do “mal” e quem tiver dúvidas sobre isso é só conferir pelos evangelhos que relatam as suas falas, suas atitudes, suas visões de mundo etc. Como pretendente a discípulo de Jesus quero também tentar viver acima do “bem” e do “mal” e quem sabe encontrar Deus lá. Acima do “bem” e do “mal” não é uma lugar “acima” e sim um lugar dentro, no coração, no interior humano, lugar onde o Mestre disse que estaria o Reino de Deus.

Anderson Luiz

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