Sobre ajudar o próximo.


“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.” (Gabriel García Marquez)

Ajudar o próximo é simplesmente ajudar o próximo, questão essa que não necessita de explicação. É simples entender o que é ajudar de fato o nosso próximo, a complicação veio com aquilo que “não” é ajudar o próximo e tem cara de “ser”.

Ajudar o próximo não é barganha, dado que o ato é uma via de mão única que necessariamente não se espera respostas.

Ajudar o próximo não é uma “bondade”, pois ninguém é bom, mas sim uma extensão do conhecimento daquele que disse que quem faz isso não faz mais que a obrigação de servo.

Ajudar o próximo não é um meio de expurgar pecados, expiar culpas e assim se sentir justificado diante de Deus ou dos homens.

Ajudar o próximo não é escolher o local, as pessoas e suas características segundo a conveniência de nossas crenças, etnias, cosmovisões…

Ajudar o próximo não é fisgar um “peixe” para o “aquário” religioso ou político, justificando o ato como mais uma pessoa para a membresia da igreja ou mais um voto ganho.

Ajudar o próximo não é esperar do ajudado nem um agradecimento pelo ato, pois às vezes ele não vem.

Ajudar o próximo não é vender um produto chamado “Jesus”, “igreja”, “religião”, o nome disso é “troca de favores”.

Ajudar o próximo não é planejar mentalmente escolher os lugares de maiores sofrimentos humanos (velórios, hospitais, submundos) com o fim de comprarem as suas propostas, o nome disso é oportunismo e Adolf Hitler soube muito bem usar esse método.

Ajudar o próximo não é entregar um folheto com uma mensagem bonita e achar ter feito a “obra de Deus” no final do dia. Isso as grandes lojas fazem também para vender suas mercadorias.

Ajudar o próximo não é se aproveitar da dor alheia para lhe fazer uma “proposta”, e se o ajudado não acolher a “proposta”, é entender que ele tem esse direito.

Ajudar o próximo não é uma maneira de tirar “proveito” da situação, isso várias ONG’s já fazem e recebem “apoios” e verbas diversas.

Ajudar o próximo não é “sufocar” o próximo, expor sua situação em fotos e notícias e com isso querer angariar outros resultados e fins.

Ajudar o próximo é o “fim” e não o “meio” de conquistar outras e escusas finalidades.

Ajudar o próximo não é algo secundário, entendendo que o “principal” é pregar o Evangelho. Não, o Evangelho está sendo pregado ajudando o próximo.

Ajudar o próximo é algo espontâneo, livre, expressão de quem sabe que um dia também precisará ser ajudado.

Ajudar o próximo não é se situar em uma posição “acima” do ajudado e andar na pretensão de que é um “salvador” dos pobres e necessitados.

Ajudar o próximo não é achar que é “luz” para os que estão em “trevas”, pois em muitas vezes esse ajudado em “trevas” pode fazer acender uma luz em sua escuridão pretensiosa.

Ajudar o próximo não é “levar Jesus” as pessoas, na maioria das vezes é ir ao encontro de Jesus nas pessoas (MT 25:31-40).

Anderson Luiz

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