Sobre o poder


“Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada.” (Engenheiros do Hawaii)
O poder fascina! O poder é enebriante! Não há quem nunca se sentiu atraído por alguma forma de poder. Seja ele poder político, profissional, de sedução, religioso, de influência, todos se embriagam dele quando o sentem. O poder altera os sentidos! O poder muda o paladar, o olfato, a audição e a visão. Os olhos ficam altivos, a boca arrogante, o gosto se refina e a audição se enche de soberba em não ouvir ninguém que esteja abaixo. Abaixo da suspeita condição que um tal poder possa ter dado. O problema do poder foi ele ter se tornado um fim em si mesmo, pois o poder pode ser um meio de poder alcançar um bem para muitos. O poder se personificou! Adquiriu modos, roupagem e vida própria a ponto de em teu nome, matar e morrer.
Não há problema no poder, há problema nos “poderosos”! O poder de si mesmo nada é além de uma palavra inventada e um conceito construído para enriquecer o vocabulário humano. Ninguém tem poder se esse não é dado pelas consciências mais fracas. O poder é imaterial, abstrato, impotente quando se toma consciência de que ele só existe na mente de quem o quer e cria meios de legitimá-lo de alguma forma. Uns são legitimados pela força e coerção, outros por votos, outros por falácias, alguns outros por crenças e não poucos pela sensualidade. Há um poder fascinante no carisma do líder! Não naquele que impõe liderança, mas naquele que é reconhecido como líder por uma grande maioria. E nesse tipo de poder há de se discutir uma outra fonte. Diferente é esse poder cuja fonte é a imaginação humana. Será que um distintivo é capaz de dar poder? Uma graduação? Quem sabe um terno e gravata? Ou então uma arma na cintura? Existe poder na caneta? Em um microfone? Em um título religioso? O poder habita no coração humano ou em Brasília?
O maior problema do poder é a grande maioria que arroga tê-lo, julgar possuí-lo! Todo o que julga possuir um poder que construiu em sua própria mente, na verdade está possuído por ele e lhe cumpre todas as ordens. Todos os “poderosos” são escravos do poder por que não vivem sem ele e vivem para engordá-lo a cada dia e satisfazer sua vontade de poder mais. O poder no coração humano quer sempre mais! É insaciável! É a ruína dos “poderosos” enquanto os engana e os cega nessa escravidão que os leva a viver somente para engordá-lo. A “elite” se sente elite por causa dele: o poder. Se sentem intocáveis, se saem impunes e imunes a quase tudo, caminham como deuses na terra. Enganados pelo deus perverso chamado “poder”, arquétipo da figura venosa e serpentina do Éden. Deus nos livre do poder humano! Deus arrebente os grilhões enganosos do poder fantasioso com o seu verdadeiro poder. Deus nos conscientize que não há poder se a consciência não criar!
Anderson Luiz

2 comentários em “Sobre o poder

  1. Amigo Anderson,
    Sempre refletindo sobre temas imediatos, mas que a maioria das pessoas nem querem saber, não há nada mais virtual que essa invenção (conceitos) e tem gente que acredita fielmente, triste “realidade”, como burlar isso, sempre me pergunto?
    Abraço,

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