Jesus e as questões humanas


“Então, o consultaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade;

é lícito pagar tributo a César ou não?

Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu:

Mostrai-me um denário (moeda romana). De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus:

Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lc. 20:21-25)

Jesus posto a prova pelos emissários de alguns escribas e principais sacerdotes em relação se devia pagar tributo ao Imperador Romano ou não, responde de maneira simples e inteligente aos seus indagadores que queriam pega-lo em alguma questão que o fizesse tropeçar. É como se o Mestre dissesse: ‘o que é próprio do homem chamado por vocês de César, dai a ele por que a ele pertence. Agora, o que é divino e que é próprio de Deus, entregue a Ele’. O que seria próprio de Deus? Segundo o próprio Jesus, Deus é espírito e sua adoração só se da em espírito (Jo. 4:24). A espiritualidade simples e não dicotomizada é própria de Deus e foi proposta por Jesus a aquele que tem Fé.

A questão do tributo levantada pelos inquisidores de Jesus, foi só um exemplo de como o Mestre se relacionava com as questões humanas e qual a sua opinião em relação a essas questões. Várias são as questões humanas hoje que afligem a alma e que levam a muitos a não formularem suas próprias opiniões e buscarem apoio em outras de pessoas importantes. São questões como por exemplo, as comportamentais tais como a homossexualidade, a moral e bons costumes, etc. Questões conceituais como a religião, a política, a ética, as ideologias, etc. E questões sociais como impostos, votos, educação, serviço militar obrigatório, etc. O seguidor de Jesus que entende que o que é humano e próprio do homem, dele nasceu e com ele vai morrer, só restando a oportunidade de a ele “entregá-lo”, formula suas opiniões na resposta simples do Mestre. Entregue a César e deixe que ele cuide daquilo que é próprio dele! O que é próprio do homem, o César desse mundo? Cultura, línguas diversas, o conceito de Nação e de Pátria, religiões, dinheiro, bens materiais, tecnologia, ciência, ideologias, bandeiras, e toda sorte de fenômeno humano possível. Nasceu com o homem e morrerá com ele! Já a espiritualidade não da para afirmar que nasceu com o homem e irá morrer com ele. A espiritualidade se serve do que é humano e não é serva das criações de César. Quem enxerga o fenômeno humano como meio sabe que a espiritualidade pura e simples é o fim a ser alcançado.

Fico imaginando alguém perguntando a Jesus se ele vivesse entre nós nesse dilema pós-moderno, nessa era do “politicamente correto”: o que você acha da religião? Ele pediria para trazer a ele um terço, talvez um livro considerado sagrado, um crucifixo, ou ainda um colar de contas…a quem pertence a isso? Responderiam: aos evangélicos, católicos, espíritas, islâmicos, budistas, etc. Você acha que a resposta dele mudaria? O que ele diria? Ele teria algo a falar sobre religião, além do que a religião de fato é: um fenômeno humano? Dai aos religiosos o que lhes deve dar: respeito, apenas isso e a Deus o que continua sendo eternamente de Deus. E o ecumenismo? Deixem os ecumênicos seguirem com os seus iguais, porém, você vem e me segue.

Anderson Luiz

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