Educacão


“Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos.” (Machado de Assis)

“Recolha um cão de rua, dê-lhe de comer e ele não morderá: eis a diferença fundamental entre o cão e o Homem.” (Mark Twain)

Uma das maiores experiências de minha vida, foi poder cuidar de vários cães. Já tive vários. Dos mais variados nomes e das mais variadas raças. Cachorrinhos para mim sempre foram meus anjos protetores. E mesmo não cuidando deles como na maioria das vezes eles mereciam ser cuidados, nunca percebi nenhuma mágoa da parte deles em relação a isso. Sempre alegres! Sempre saltitantes! Sempre me esperando eufóricos no portão e me acompanhando até a porta! Quase sempre eu paro e cedo ao pedido de carinho do meu cachorro que rola ao chão com a barriga para cima, pronto para ser acariciado. As vezes, sem saco, não retribuo o carinho que eles tem por mim. E eles não mudam! Continuam sem mágoas, sem ressentimento, na esperança de qualquer hora a retribuição vir. Grandes professores! Leais, crianças ainda adultos, amáveis, brincalhões, e só ficam triste quando estão doentes e quando seus donos ficam fora. Grandes Mestres! Quem me dera nós aprendêssemos com eles! Quem me dera os seres humanos parassem para observar os cães durante a vida! Aprenderíamos a viver melhor!

A natureza sempre me encanta. Ela é demais fascinante! Sua diversidade nas formas, no colorido, nas espécies, na fauna, além de enriquecedor é uma grande escola. Tudo nela é aprendizado! Dos bichos mais esquisitos e pequenos, aos animais maiores e amedrontadores. Tudo é aprendizado! As serpentes são fascinantes, os macacos brilhantes, os gatos misteriosos, a fauna exuberante, na natureza, tudo é magnífico! Eis a grande escola chamada natureza! O homem aprendeu a domesticá-la? Grande ironia da vida: a humanidade seria mais humana se aprendesse com alguns animais, se não com todos, vai saber? Só sei que aprendi com os cães que tive e estou aprendendo muito com o cão que tenho. Meu professor diário que me ensina a ser leal até o fim, a proteger quem eu amo dos “estranhos”, a não guardar mágoa e nem rancor por nada que não valha a pena, a reconhecer os espíritos doces e mansos no olhar, a sentir o cheiro do mal de longe… e ser até sem vergonha as vezes para ganhar atenção. Aprendi a ter o discernimento de um cão. Meu faro é apurado e já me livrou de muitas ciladas. Aprendi com os cães! Se os anjos tomam forma, os que me protegem tomaram a forma de um cão. Sempre me avisam do perigo que me cerca e eu conheço seus espíritos. Dizem que animais não tem espírito? Não sei, mas eles conhecem o meu e eu me comunico com eles de uma maneira quase “espiritual”. Nunca me morderam pra valer! Nunca tive medo deles! “Os cães farejam medo?” Vivendo com cães e aprendendo! Nasci para ser “cachorro” nessa vida com todo o respeito! Não é à toa que uma das frases favoritas de minha autoria é que “nas lutas da vida sou como um Pitbull: quanto mais apanho, mais tenho vontade de morder”.

Anderson Luiz

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