Manifesto aos ídolos


“Eu não tenho ídolos, tenho admiração por trabalho, dedicação e competência.” (Ayrton Senna)

“A eles se tornem semelhantes os que o fazem, assim como todos que neles confiam.” (Salmo 115:8)

Vivemos em um mundo de ídolos! Vivemos em um mundo de seguidores de ídolos! Celebridades, estrelas, ídolos, são as definições que recebem os “famosos”. Fama é o que busca aquele que quer aparecer, se mostrar, se revelar e revelar o seu talento. Talentos variados são apresentados por essas celebridades a uma população carente de representações. Estrelas brilhantes e errantes que um dia apagarão e morrerão, quem sabe na mais profunda escuridão. “Semi-deuses”, “astros”, “natas” de um mundo onde a purpurina batiza e o holofote sacraliza.

Em um mundo de “massas de manobra”, os modelos já estão prontos para modelarem. Na falta de um caráter, que tal o caráter de um famoso? Na insegurança de “Ser”, que tal ser como uma estrela da TV? Na ausência de uma personalidade forte e estruturada, que tal a “persona” de uma artista de novela? Nos tornamos semelhantes a quem nós adoramos, isso é um fato! Nas roupas, no falar, no pensar, no expressar… esse é o perigo! Quem é o objeto da nossa admiração? Queremos nos assemelhar a quem? Aos “semi-deuses” que estão obrigados a sorrir todos os dias diante da luz de uma camêra? As “estrelas” que erram o caminho para a casa depois que acaba toda a pressão para se mostrarem “corretas”? Qual dos “famosos” possui o motivo que nos faz mudar? Qual deles são diferentes de nós mesmos quando estão a sós?

Admirar a arte do artista é diferente de admirar sua máscara. Celebrar os talentos pessoais não é igual a celebrar a vida de outro, sem saber que a vida do outro em nada se difere da sua. Uma luz diferente não faz uma pessoa diferente! Um cenário de novela não muda o cenário da vida! Uma oportunidade de aparecer sempre diante de muitos olhares não te faz um deus. O ídolo de nada é! O ídolo só existe por causa de seus “idólatras”, seguidores fiéis e por vezes fanáticos, cegos ignorantes de si mesmos. Não sou fã de nada! Respeito o artista e sua arte, mas rejeito as definições de “reis” disso e daquilo, “estrelas”, “celebridades”, “natas”. Quem sabe que É não precisa de ídolos que moldem o seu Ser!

Anderson Luiz

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