Palavras assassinas


“Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras” (Willian Shakespeare)

Morreu mais um! Suicídio? Não. Antes de se matar, alguém já tinha o declarado morto. Antes de puxar o gatilho, muitos já tinham o metralhado com palavras assassinas. A língua é fogo! É arma de fogo! As palavras trazem vida e morte! É preciso saber falar! Do coração procede toda sorte de desgraças imagináveis e inimagináveis. Cada um será julgado pelo que tem dito? Meu Deus, estou frito! Já matei tanta gente na minha ira, já fuzilei dezenas no meu furou e juro que aleijei um bocado na minha raiva. Sou um assassino confesso e me arrependo de todo o meu coração. Quero domar a minha língua! Preciso domar a minha língua, pois se não eu sou capaz de um holocausto. Nascer de novo é a solução? Deixar que do meu interior, de onde procede todas as maldições possíveis e impossíveis, jorre uma água doce de um fonte viva e eterna, é a solução? Água que saciará minha sede de justiça humana e apagará o fogo consumidor de minha ira. Minha língua destilará mel! Minhas palavras curarão os feridos, talvez feridos por mim mesmo. Eu trarei vida e ânimo para o coração aflito e a alma sedenta. Não quero frustrar ninguém com palavras malditas! Não quero ferir ninguém mais com facas de dois gumes! Não quero assassinar ninguém mais com arma-língua de fogo! Eu preciso mudar, se arrepender, se converter ou seja lá o que isso venha chamar. Eu não consigo sozinho, você consegue? Nunca matei, nunca roubei! Esse é o discurso moralista! Será que não? Quanta gente doente por causa de palavras. Quanta gente sem esperança por causa de palavras. Quanta gente morta-viva sem vida em si mesmo por causa de palavras. Frustrações, tristezas, depressões, inseguranças por causa de criticas pesadas e assassinas. Xingamentos que carregam toda negatividade e peso que o ódio traz. Crianças, jovens e adultos dependentes de remédios anti-depressivos por causa de palavras… palavras assassinas. Quem nunca matou que atire a primeira pedra. Quem nunca roubou a oportunidade de alguém estar confiante em si mesmo com palavras, que bata no peito com orgulho e diga ao céu o quanto é bom. É mais um que se matou por falta de palavras… palavras que retroalimentariam a sua alma. É mais um que deu um tiro na testa para tentar matar as palavras que ficam remoendo na consciência. Palavras assassinas!

Anderson Luiz

2 comentários em “Palavras assassinas

  1. pura verdade precisamos nos policiar e vigiar , precisamos ter o hábito de não falar mau das pessoas … isso também mata as pessoas , quando aquilo que vc falou para outro dela chega ados ouvidos …

Obrigado pela opinião!

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