Sobre o dinheiro


Quanto vale a vida longe de quem nos faz viver? São segredos que a gente não conta. São contas que a gente não faz. Coisas que o dinheiro não compra. Perguntas que a gente não faz. Quanto vale a vida? (Engenheiros do Hawaii)

Aquele que acreditar que o dinheiro fará tudo pode bem ser suspeito de fazer tudo por dinheiro.” (Benjamin Franklin)

Quem não quer ter muito dinheiro? Ou melhor, quem não quer usufruir aquilo que a posse do dinheiro proporciona? Dinheiro não é bom e nem mal, ele é feito de um papel especial que não tem o poder de nada, nem mesmo deixá-lo ter valor. O dinheiro é neutro! Ele não tem valor, sabia? É o nosso coração, o nosso consenso humano, a nossa cultura quem deu valor a um papel. Os valores estão em nós e só de nós procede o que é “bom” e o que é “mal”, o que é “valoroso” e o que “não é”. E isso também é relativo! Foi o homem quem deu valor ao dinheiro e não o dinheiro, que é papel, que é valor em si ou deu valor a si mesmo. Ele não tem esse poder! Entende? Tudo bem, mas ninguém rasga dinheiro não é? É por que dinheiro não é o problema! O problema somos nós que vemos ele como solução de tudo e não como um meio de solucionar algumas coisas.

O dinheiro não é um fim a ser alcançado, mas um meio para ser usado. O problema é que em muitas situações somos usados por ele. Vivemos a sua mercê! Corremos atrás, fomos sujeitados desde pequenos a pensar que a “finalidade” da vida é ganhar dinheiro. Ele não pode ser um fim! O fim deve ser o bem que por meio dele, o seu uso nos proporciona. Ele é um instrumento, uma ponte, o meio de se alcançar algo maior que ele, mais valoroso que ele: a nossa própria felicidade e a dos outros. O monge recusa o dinheiro, o tolo abusa do dinheiro, o rico lambuza de dinheiro, mas o prudente apenas o usa. E não é usado por ele! Quem quer dinheiro? Ou quem quer usufruir daquilo que ele pode comprar? Existe uma enorme diferença! É por isso que se mata e se morre por causa de dinheiro! Quanto vale a vida? Para muitos ela tem um preço que o dinheiro é capaz de pagar e apagar, matando-a. O valor está em nós, nós é que projetamos esse valor no papel. E quando projetamos, deixamos de nos valorizar e valorizamos aquilo que é neutro e não possui valores. O dinheiro aí ganha vida, se corporifica, diviniza-se e escraviza tudo e todos. Ele não tem poder para escravizar, mas nós damos esse poder a ele. Daí vivemos em função dele, com o fim de alcançá-lo, trabalhando para obtê-lo e sem perceber, somos seus escravos. Alienados, cegos, desvalorizando a nós mesmos e supervalorizando um papel que só é um meio. O fim é a vida e a vida em sua abundância! Dinheiro não tem vida, tem? Aonde está aquilo que mais damos “valor” e aquilo em que projetamos nossos sentimentos mais puros, aí estará a nossa vida! E se a nossa vida está no papel moeda, a nossa vida não terá valor. Porém, se a nossa vida se projeta em coisas de real valor ou de valores “impagáveis”, quão valorosa ela é! É nesse sentido que muitos não “valem nada”, por que projetam o seu coração no vácuo, no vazio, naquilo que é neutro, não tem valor próprio e nada é por que não tem vida em si mesmo para ser.

Anderson Luiz

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