O Ser humano está morto!


“Se temos a possibilidade de tornar mais feliz e mais sereno um ser humano, devemos fazê-lo sempre.” (Hermann Hesse)

O filósofo Nietzsche foi um célebre pensador que ficou conhecido por sua frase polêmica e ácida: “deus está morto!”. O contexto em que ele vivia provava essa triste realidade. Hoje, nessa era pós-moderna em que vivemos, conhecida também como era da pós-industrialização, da informação, tecnologia e do conhecimento, é possível dizer que outra frase tem se tornado um fato: o “Ser humano está morto!”. Quando digo “Ser humano” não quero com isso definir de maneira simplista e geral o que se entende por esse termo. Falo da essência que esse termo, popularizado e banalizado, perdeu.

Estamos perdidos na complexidade e precisamos nos achar no que somos de fato: humanos. E isso é tão simples! Isso é tão fenomenal, extraordinário, maravilhoso… precisamos resgatar esse Ser humano “morto” em cada um de nós. Resgatar que nós somos seres que crescemos, modificamos, que somos seres abertos ao conhecimento, que não sabemos absolutamente nada quando comparados a grandeza dos “multi-versos”, que vivemos em contradição, que somos inteiros (íntegros) e não divididos, que amamos e odiamos, choramos e rimos, erramos e acertamos e não somos de todo “racionais”. Somos emoção, desejo, dor, intuição, pensamentos, consciência, seres dependentes uns dos outros, seres além da morte, do juízo, do “bem e do mal”.

O mundo está cada vez mais estranho! Frieza imperando em todos os cantos e a “chama humana” se apagando. Ainda há uma centelha em nós! Um divino humano dentro de nós! Eis que o mundo está cada vez mais repleto de humanos divinos, seres que não erram, não mudam suas opiniões, não se arrependem do que fazem, fechados em seus dogmas, alienados em suas verdades, frios em suas emoções, racionais ao extremo, justiceiros, heróis elegendo vilões, deuses modernos seduzidos e persuadidos pela serpente. Essa é a mensagem de nossa era: Ser humano? Essa essência precisa ser revivida em cada um de nós. Nossas contradições, relatividades, diversidades, erros e acertos, tudo isso é belo. Hoje, o “humano” está morto em cada um de nós! Tornamo-nos seres divinos, santos, conhecedores do “bem e do mal”, juízes do próximo e sabedores da “verdade”. Essa é a mensagem para o nosso tempo?

Anderson Luiz

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