Sobre o medo


“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela”. (Charles Chaplin)

Vivemos sobre a ditadura do medo! O medo é o imperador desse mundo tenebroso e nem nos damos conta disso! Vivemos com medo de tudo e de todos, e isso tem sido um veneno para a nossa alma. Medo do fracasso, medo de engordar, medo do sucesso, medo das doenças, medo da solidão, medo de fantasmas, medo de ser excluído em uma mundo “conectado”, medo dos “estranhos”, medo da morte, medo dos mortos, medo da vida, medo de mim mesmo… medo do medo. E a culpa é de quem? Nossa!

Percebe que uma epidemia de medo para quem governa no oculto, é uma “benção”? Não? Um enorme contingente de seres medrosos é de grande valia para os que se acham “donos” desse mundo. O medroso sempre confia em quem promete “segurança”! E alguns sabem muito bem disso! E alguns usam muito bem isso! E alguém um dia irá usar isso para o seu bel-prazer! A proliferação da violência pelas câmeras de segurança, gera medo. O “surgimento” a cada ano de novas doenças propagadas pelos jornais, gera medo. A popularização das desgraças na TV, gera medo. O “aquecimento” global e o derretimento das calotas polares, geram medo. O apagão e a falta de água, geram medo. O comercial que tenta vender produto contra a espinha do adolescente, gera medo. A propaganda do perigo da nova droga que chega ao mercado, divulgada aos domingos no Fantástico, gera medo. O acesso e a massificação da tecnologia, que exclui aquele que não quer entrar nessa “onda”, gera medo. A ameaça dos “portadores das mensagens (desgraças) divinas” à aqueles que querem ficar longe da religião, gera medo. O policial que usa o cassetete somente para bater em pobre e injustiçado, gera medo. A corrupção crescente, a violência na escola, o estado caótico dos hospitais, as guerras ideológicas pelo mundo, a ditadura dos remédios… tudo isso cria uma geração de medrosos.

A culpa é exclusivamente nossa! Nossa droga é o medo! Nos tornamos totalmente dependentes dele, entorpecidos pela busca da cura em qualquer tipo de remédio apresentado como solução. Ficamos tentando ver se enquadramos em algum “quadro psiquiátrico”. Sou depressivo, hiperativo, lascivo, psicótico, tenho síndrome do pânico, sofro bullying, tenho qual tipo de fobia? Homofobia, xenofobia, acrofobia, agorafobia, batofobia, cinofobia, afobia (medo da falta de fobias)? Nas diversas “fobias” apresentadas pela mídia (existem centenas delas), eu tenho que me enquadrar em alguma, não tenho? É até bonito isso hoje em dia, virou moda dizer ter uma fobia (medo no grego). É preciso coragem para enfrentar o medo e suas artimanhas! É preciso coragem para enfrentar quem nos condena! É preciso coragem para não se acovardar diante de quem quer vencer pelo medo! É preciso coragem para refletir!

Anderson Luiz

Um comentário em “Sobre o medo

  1. Parabéns pelo texto.
    Realmente o medo nos aprisiona e nos faz seguir o caminho que achamos mais seguros, segundo as pessoas, caminhos “divino”. O que na verdade é mais um caminho de medo e prisão 🙂

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s