O “crack” do Brasil


“O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia.” (Millôr Fernandes)

Já dizia um revolucionário: a religião é o ópio do povo! Karl Marx, idealizador do Comunismo real usou essa frase como um alerta em relação de como a religião em sua época já era capaz de alienar o povo e impedi-los de se revoltarem e lutarem por seus direitos. O contexto em sua época, denunciado por outros filósofos também, revelava uma religião que pregava aceitação de injustiças por que tinha como objetivo o céu e deixava de lado “as coisas dessa Terra”, tidas como de menor importância e “coisas do diabo”. Essa era a “droga” denunciado por esse filósofo, que além de alienar o povo, seu entorpecimento (como o do ópio) fazia com que essa população nem percebesse sua própria condição de explorado e injustiçado. A história não mudou muito de lá para cá, mas no contexto brasileiro, outras formas de “entorpecer” o povo foram criadas e fazem o maior sucesso.

Diferente do ópio, o crack é uma droga muito mais devastadora e é capaz de deixar um ser humano em um estado vegetativo e degredante. O crack é uma droga que tem devastado boa parte da população brasileira! Voltando a Marx, nosso contexto nos permiti parafraseá-lo com a seguinte indagação: “será o futebol o ópio do povo brasileiro, ou melhor, o “crack” do Brasil? Não estou dizendo ser o futebol uma droga, não é esse o sentido! Mesmo por que eu adoro futebol e já fui um devoto do jogo e das “peladas”. A questão é mais profunda! Como ficamos “drogados” na Copa? Como esquecemos fácil das questões que nos assolam? Letargia, alienação, emoções em frangalhos por causa de um simples jogo, tudo isso é parte do efeito colateral? Rios de dinheiro para consumir… prejuízos, danos, alegrias, euforias momentâneas e depois vem a “ressaca”. Quando o efeito passa vem a abstinência… nessa hora sai de baixo! O “craque” da Copa vira modelo! O “crack” do Brasil vira pesadelo! O “crack” do Brasil, essa empresa futebolística chamada CBF, cria de uma cobra chamada FIFA se enriquece e domina sobre a ignorância. Elas vendem promessas de sonho, promessas de esperança, vendem a mais perigosa das drogas (chamada ilusão) e o futebol não tem nada a ver com isso e nem seus jogadores. Eles só fazem parte de um jogo maior que não se joga no campo, mas nas reuniões de “cartolas” de mente empresarial. Nesse jogo, eles sempre ganham! Quem perde é quem leva para o coração aquilo que só deveria ficar no pé! Simples assim! O que passar disso, é “droga pesada” capaz de matar e comer o cérebro!

Anderson Luiz

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s