O cérebro como arma


“Coragem… pequeno soldado do imenso exército. Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra, o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana.” (Edmondo Amicis)

Vivemos dias de conflitos em vários lugares do mundo. Parte da África, Síria, Iraque, Israel e Palestina… povos contra povos, milhares de mortos e na maioria deles, crianças e inocentes. Toda guerra é irracional! Toda guerra não comporta nenhuma lógica! Toda guerra exige um apelo sentimentalista! A guerra e principalmente o seu progenitor, o militar, odeia a cultura, o livre pensar, o raciocínio. Só para citar alguns exemplos, lembremos das Cruzadas que tinham o objetivo de levar a doutrina católica militarmente e queimavam “bruxas” e livros que estavam proibidos pela igreja católica (Index). Dentre esses livros, registre-se o fato de a maioria serem de filósofos e livres pensadores. Lembremos da Alemanha Nazista queimando milhares de livros “danosos” para os alemães. Lembremos da Ditadura no nosso amado país, onde todo tipo de cultura considerada “subversiva” foi objeto de censura e perseguição. A guerra é na verdade uma guerra contra o cérebro que pensa, contra a consciência expandida, contra o raciocínio feliz…

Uma vez eu ouvi que a violência é o argumento de quem não sabe usar a inteligência. Quando eu vejo um soldado na TV com suas fardas e suas armas de guerra, seu orgulho a estiar uma bandeira, sua arrogância ao ir para casa na sensação de “dever” cumprido, eu me lembro dessa frase. O que leva um jovem a se alistar em uma guerra? Tenho certeza que esse tipo de pergunta não passa pela cabeça de um soldado: o que me leva a estar aqui armado e enfrentando um “inimigo” que não conheço? O que prevalece é o Patriotismo besta, o emocionalismo frágil, a paixão cega, o desejo irracional… enquanto os mestres das guerras dormem tranquilos. Fanatismo, irracionalidade, manipulação? A guerra na verdade é a guerra contra o silêncio sábio, contra a temperança, contra as aptidões para o bem. A arma na mão é para compensar a “necrose” do cérebro, os tiros querem impor um argumento que não se tem por falta de inteligência, as mortes de inimigos querem provar a incapacidade de vencer a si mesmo. Toda guerra é injustificável e injusta! Ela é cruel e sobrevive de números, de baixas, de contabilidades que não levam em conta a vida humana. O imbecil do soldado é só um número que morre orgulhoso! Ah se os amantes da guerra pensassem, lessem, procurassem entender o sentido da guerra. Certamente ficariam sentidos! Trocariam suas armas por uma “consciência viva”!

Anderson Luiz

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