A cura


“É parte da cura o desejo de ser curado” (Sêneca)

A humanidade está doente! Precisamos da cura! Algumas doenças nitidamente manifestas; outras incubadas. Em algum momento da vida elas se manifestarão! E assim caminhamos para sermos curados… ou não? Há aqueles que percebem sua própria doença e buscam a cura. Há aqueles que percebendo-se doentes não desejam ser curados. Muitos são os motivos argumentados para não desejarem a cura. Outros nem se quer perceberam as feridas abertas e mal cicatrizadas geradas pela doença da alma humana. Outros vivem a ilusão de que são sadios. Ilusão essa que o dinheiro, a moral, a religião, o cumprimento das leis e deveres, ajuda a manter.

Estamos na U.T.I. do destino humano, entubados e recebendo paliativos que nos adia a morte, vivendo a base de re-“médios” (que não nos tiram da média) diários que não são capazes de cura plena, presos na maca de nosso “conforto”, dopados pelos “entretenimentos” para aliviar a dor. O fato é que nossa doença se alastra e não damos a mínima! Se ainda não se manifestou, um dia ela se manifestará para talvez nos livrar da mentira. Quem sabe um dia enxergaremos o quanto precisamos de cura. Quem sabe um dia enxergaremos que aquilo pelo qual nós nascemos para “Ser” (aqui não falo de profissão, conquistas…), um dia deixamos de “Ser” por causa da doença da alma. É da doença da alma que falo! É aquela doença que chega para mostrar o que nos tornamos: mesquinhos, chatos, inconvenientes, traumatizados, esquizofrênicos, arredios, medrosos, arrogantes, frios, rancorosos, irados, orgulhosos, soberbos ao ponto de dizer que umas doenças são piores do que outras.

Como o Ebóla, a doença da alma se alastra e corrói aquilo que temos de melhor. Como um dependente químico que precisa reconhecer que é doente para ser curado, assim também se dá com todo ser humano. O início da cura é o reconhecimento de que se é doente! Há cura para nossa patologia (pathos=sofrimento, paixão)! Há cura para essa paixão febril que incendeia a alma a ponto de trazer o “fogo do inferno” a terra. Vida abundante é cura! Vida além da média e dos paliativos. Vida que flui do interior como uma fonte a jorrar água que nunca cessa, capaz de apagar a “febre” da alma. Vida abundante que promove alegria além do pessimismo e de um otimismo doente. Vida que revigora nossas forças e rejuvenesce cada “célula” morta em nossa alma.

Anderson Luiz

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s