A corda


“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência. (Leon Tolstoi)

Para onde o meu olhar se projeta eu só vejo cordas e mais cordas… alguns laços, nós de marinheiro… a corda invisível no pescoço daqueles que não questionam nada e seguem como gado ao matadouro, marcados para comer capim, engordar e morrer. Fios manipuladores que também estão presos à língua e que tentam arrancá-la diante do sinal de descontrole. Opiniões sincronizadas as “novas tendências”, moda, informações cruzadas e malformadas, tédio construído pelas tecnologias… sexo, drogas e whatsapp para manter o controle dos “espíritos baixos” que não olham para o alto e não enxergam quem pode cortar os laços. Olhando para baixo, na direção das coisas “baixas”, com baixa autoestima, pensando “pequeno” de si mesmos, fomentando e dando lugar às “baixarias” que intoxicam a alma humana. Achando que nunca chegarão “lá”, acreditando que “lá” é o “lugar ideal”. Querem chegar nesse mundo de fantasias da Walt Disney, mundo dos corpos perfeitos, dos sorrisos hollywoodianos, das luzes de neon, dos dólares sujos de sangue, da vida boa sem dor… sempre a mesma coisa, nada de novo e original… sempre o mesmo caminho, os mesmos sonhos, uma “linha” traçada (por quem?) por alguém que diz, que para ser feliz, é preciso seguir sem se desviar dessa “linha”. Será?

Já é hora de despertarmos do sono, dessa malemolência, desse torpor, dessa droga domesticadora e sedativa. Acordar antes que a corda nos faça dormir para sempre! Perder o “controle” daquilo que nunca teremos sobre nós mesmos (controle), mas não entregá-lo a quem diz que nos “protege” com suas cordas e fios. Aterrorizados com o terror servil solto pelo mundo, embaraçados de tanta informação cruzada, amordaçados pela era do “politicamente correto”, se sentindo culpado pela culpa dos outros, andamos com correntes nos pés e com a corda no pescoço, arrastando e levando a vida com peso. É hora de descobrirmos quem somos… de conhecer até onde podemos chegar, de levantar a cabeça, de abandonarmos a culpa que sabemos não ser nossa. Hora de cortar os laços com fé, convictos de que a vida não é fácil, mas ela também não é essa sina maldita que o titereiro e manipulador de cordas disse ser.

Anderson Luiz

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