Jesus e a vontade


“Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.

Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer?

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4:32a34)

A vontade é uma força poderosa capaz de transformar o mundo. Vontade é energia manifesta no mundo! Vontade é poder que realiza! Vontade é espírito que faz movimentar vida! Vontade é o fogo ardente dentro do ser que tanto queima, como ilumina. Em Jesus, a sua vontade era suplantada por uma vontade maior e certamente mais poderosa: a vontade divina. Sua fome era tamanha em realizar essa vontade maior, que ele chegou a dizer que precisava dela como se precisa de comida. De fato, Jesus queria descrever que enquanto ele não realizasse aquela vontade divina, ele estaria insaciado, vazio e com fome de realização. Cumprir a vontade divina era sua realização, o seu dever, o sentido de sua vida na Terra que os seres humanos tanto procuram. Será essa nossa missão? Será que nossas buscas por sentido nesse mundo cessam ao realizar essa vontade divina? E que vontade é essa que é diferente da nossa? Ora, quando se olha para Jesus e sua vida, é possível conhecer a vontade de Deus.

Qual é a vontade de Deus senão aquela que o Filho viveu plenamente? Querer que nenhum ser humano se perca, considerar a todos, perdoar falhas humanas, não discriminar e nem condenar ninguém, encher as gentes de boas notícias, levantar o caído, curar os enfermos, salvar as almas das suas prisões mentais, alimentar os famintos, dar uma chance de libertação aos ricos das correntes do deus riqueza, conscientizar os “monopolistas de Deus” de que Deus não é monopólio de ninguém, mostrar que a vida é mais do que conceitos morais, etc. Tudo isso foi parte da obra e vontade de Deus em Jesus relatado nos Evangelhos. Não, a vontade de Deus não era só uma missão específica para o Filho, que no caso era a morte de cruz. Era também isso e muito mais que isso! A vontade divina é tudo aquilo que faz bem para o próximo fazendo esse bem por mim… e por você. Não é preciso uma revelação dos céus para descobrirmos nossa missão! Isso não leva anos e nem meses! Nada mágico e além do que simples atos de pura humanidade! É só olhar para o Filho e entendemos “nossa missão”. Claro como o dia! Transparente como água límpida!

Em tempos de “faça o que tu queres pois é tudo da lei”, é difícil optar por uma vontade mais nobre. O apelo que se faz não é para desprezar a nossa vontade, ela é importante. O problema é que nossa vontade, na grande maioria, é somente nossa! Na nossa vontade buscamos o bem, mas tão somente o nosso! Até quando se rouba se busca o próprio “bem”. Não é? A pergunta que se deve fazer sobre a vontade é: até onde a busca do meu “bem” é bom para o outro? Se não for (bom para o outro), a vontade é minha! Mas se for bom para o outro, ela é divina, nobre, sublime e digna de matar a fome de justiça e sentido de qualquer ser humano que se preze.

Anderson Luiz

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