Sobre o caminhar


“É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.” (Lao-Tsé)

No caminhar da vida, é preciso discernir a trajetória usando as vezes a intuição, as vezes a emoção e não poucas vezes a razão. Não há uma regra e nem tão pouco um meio mais importante de se perceber onde se vai!

No caminhar da vida, se perder nem sempre é um mal. Estar perdido as vezes é um bem que nos fomenta a busca de saídas e nos livra do torpor da ilusão de achar que “já se chegou lá”.

No caminhar da vida, tropeçamos, caímos, corremos desesperadamente, desistimos as vezes, procuramos atalhos e aprendemos que há vida e há morte acontecendo ao nosso derredor em todo tempo. E estamos sujeitos a tudo!

No caminhar da vida, as vezes retrocedemos para caminhar junto de outros, as vezes corremos para alcançar outros e ainda por vezes somos carregados. O caminhar é um mistério!

No caminhar da vida, percebemos o nosso crescimento, seja ele físico, seja ele espiritual. O retrocesso nem sempre é percebido como tal.

No caminhar da vida, as experiências vão se acumulando, sejam boas ou ruins, elas fortalecem os pés na caminhada e isso é maravilhoso.

No caminhar da vida, já não pensamos como no início da caminhada, já abandonamos algumas crenças, nos despimos de algumas “razões” e nos desfazemos de algumas “verdades” que não se sustentaram no caminho e não passaram pelo fogo das provações.

No caminhar da vida, as vezes é preciso coragem para abrir matas, descortinar caminhos inóspitos que no final podem nos levar a um abismo ou a um lugar de descanso.

No caminhar da vida, cada um tem o seu ritmo, cada ser faz a sua escolha e cada escolha tem como fruto consequências. Saber conviver com as consequências e assumi-las como fruto de sua própria escolha é uma arte para poucos.

No caminhar da vida, as paisagens sempre mudam, os rostos nunca são os mesmos e até o céu sobre nossas cabeças já não é. Como sustentar os mesmos conceitos pelo resto da vida e conservar as mesmas ideias para sempre?

No caminhar da vida, aprendemos e ensinamos, nos revoltamos e aceitamos, lutamos e pacificamos na medida em que as circunstâncias nos surgem. Cada olhar depende de cada ângulo e de cada paisagem!

No caminhar da vida, decidimos se o que somos interiormente influencia na mudança das paisagens de fora, ou se o mundo de fora nos influencia a deixarmos de ser o que somos para se adaptar ao meio em que estamos inseridos. O homem nem sempre é produto do meio!

Anderson Luiz

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