Jesus, a fonte


“És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado?

Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede;

aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” (João 4:12 a 14)

Em uma conversa informal com uma mulher, o Mestre se revela a uma samaritana cheia de dúvidas e cheia de desejos sinceros de obter conhecimentos profundos sobre a vida. Em um primeiro momento depois de passado o choque cultural, onde samaritanos e judeus não se davam por questões religiosas e políticas, e ainda depois de dar voz a uma mulher que naquela época sofria vários preconceitos, Jesus metaforicamente se refere como a “água viva”. Sem entender a princípio a metáfora, mas reconhecendo que aquele homem que falava com ela era diferente (um profeta nas palavras dela), a mulher procura esclarecer uma dúvida que parecia há anos consumi-lá por dentro: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde deve adorar” (Jo 4:20). E agora profeta? Qual o lugar de cultuar a Deus? Existem vários! Qual a religião, crença, filosofia que nos leva a Deus? A resposta do Mestre aquela doce mulher é simples e profunda: “Deus é espírito” (Jo 4:4).

A metáfora criada por Jesus comparava o ser humano sedento pelo divino, que o busca em todas as formas de conhecimentos, filosofias, crenças, experiências, religiões e lugares, ao ser humano que tem sede de água, mas saciado temporariamente por ela, voltará a buscá-la. Ao revelar que “Deus é espírito”, o Mestre ensina que Ele pode estar lá, ali, aqui, em qualquer lugar, mas principalmente onde Ele diz fazer morada desde sempre: no coração humano (entenda, espírito). Essa “fonte a jorrar para a vida eterna”, essa “água viva” representa o Espírito de Deus no homem (Jo 14:17) que se conscientiza que é Um com Jesus, assim como Jesus é Um no Pai (Jo 17:21). Onde adorar a Deus, já que Deus faz morada no espírito humano? Que culto aparente prestar a Ele, já que o que Ele procura é a adoração mais íntima e verdadeira, que reflete de fato o que somos por dentro sem hipocrisia? Onde nesse culto encontra lugar a moral, as obras humanas, a religião pretensamente “verdadeira”? Se uma “fonte a jorrar” já está disponível por que “mais” de Deus? Água viva que mata a sede da busca e te faz descansar dessa jornada humana! Consciência de que um ser limitado não alcança e nunca alcançará por suas próprias forças um ser ilimitado! Ele nos alcançou e fez isso na pessoa de Jesus, o Cristo Eterno sem limites na história e no tempo! Encontros e obras humanas servem apenas para nos aperfeiçoar como humanos! Somente isso! Agora, se queremos cultuar a Deus, comecemos por reconhecê-lo no mais íntimo do nosso Ser e o resto… é deixar com Ele.

Anderson Luiz

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