Cristo, a revelação


“Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?

E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.

Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?

Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo.

Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. (Mateus 16:13 a 17)

Os discípulos de Jesus ao serem indagados em relação ao que o povo dizia ser ele, responderam prontamente sobre os “burburinhos” os quais tinham acesso. O Mestre era comparado aos profetas, entre eles seu próprio primo João Batista. O povo acreditava que ele vinha no espírito dos grandes homens de Israel, trazia as mesmas motivações daqueles que eram respeitados em toda tradição do judaísmo. Sim, Jesus em nenhum momento negou isso! É certo que ele veio no mesmo espírito deles, mas havia algo que o diferenciava e o diferencia de todos os mestres e “avatares” até hoje. Essa era uma revelação que somente aquele “homem espiritual” relatado pelo Apóstolo Paulo poderia enxergar (I Cor. 2:14). E Pedro, nesse momento foi esse “homem espiritual”.

Ainda indagando, o Mestre pergunta agora diretamente aos seus seguidores o que ele representava para eles. Os judeus esperavam o Cristo! O Cristo seria o enviado de Deus para salvação dos judeus, segundo as profecias. Cristo significa Messias, o enviado, o escolhido que salvaria Israel de seus opressores. Jesus é apenas um nome como milhares de outros que existem, a exemplo de nomes como João, Elias e Jeremias. Jesus, o Cristo, é a confissão de fé de que esse é o escolhido que havia de vir! Mas Pedro não para por aí. Ele no espírito do Deus que é espírito, complementa a sentença: “o Filho do Deus Vivo”! A revelação é de que Jesus sendo filho de um “Deus Vivo”, Deus de Abraão, Isaque e Jacó como os judeus gostavam de dizer, era um espírito que vive desde sempre. Muito mais do que um nome, Jesus era um espírito encarnado que veio de Deus e para Ele voltou (Jo 16:28). O Cristo era desde a fundação do mundo junto ao Deus eterno, vivo e presente sempre na história humana. Em Jesus, o Espírito de Deus tomou forma humana, se tornou Filho do Homem para revelar o mistério outrora oculto, mas agora claro e desvelado. Essa era e é a revelação! Jesus, muito mais que um nome, representa o espírito do próprio Criador que o diferencia dos demais profetas e dos atuais “Mestres” e “iluminados”. Esse vinha no espírito do próprio Deus, na sua motivação de se revelar ao homem que só o enxergava em partes. Na plenitude dos tempos, Deus (que é espírito) se revelou por inteiro no Cristo, o Filho (Jo 14:8,9). E a partir daí ficamos sabendo que Jesus é mais que um nome, mais do que uma “palavra mágica” a ser invocada… Jesus é o Cristo que sempre foi, e que representa o espírito da Vida, da verdadeira Vida que só o Criador possui.

Anderson Luiz

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