Mundo ideal


“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.” (Fernando Pessoa)

Todo mundo tem seu mundo ideal! O mundo ideal é aquele que você um dia sonhou e ainda sonha viver e estar. O mundo ideal de uns as vezes se parece com um inferno visto pelos olhos de outros. Outras vezes, o paraíso de uns é também o paraíso de outros. Tudo é uma questão de olhar o mundo, até na concepção de um mundo ideal. Na verdade o que nos habita tem uma certa influência na projeção que fazemos de um mundo ideal. Se o que nos habita for sombras e obscuridades, nosso olhar refletirá um mundo beirando a trevas e a decadência. Um mundo ideal que faz caber nele todo aquele que o projeta.

Meu mundo ideal é um mundo anárquico, sem leis, governos, autoridades, sem Estado, sem religião, sem partidos políticos e sem nações. Esse mundo ideal é reflexo do que penso, das minhas ideias, da liberdade que busco em meu interior. O mundo ideal é só o mundo ideal, não é a realidade. A realidade é quase que o oposto (se não for o oposto) do que sonhamos e idealizamos. Na prática, tenho plena convicção que a humanidade nesse “estágio” em que está, não vive sem Estado, sem religião, sem política… a realidade é dura (ou seja, a minha realidade é dura). E como viver sem Estado trabalhando em prol dele? Difícil! Meu mundo ideal é uma utopia inalcançável, pelo menos nesse mundo concreto. O problema é que eu só caibo no meu mundo ideal, mas aprendi a me adaptar no mundo real. Assim é a vida!

Foi o filósofo Platão o primeiro a opor um “mundo das ideias” a um “mundo sensível” e concreto. O sentido que Platão deu as suas conclusões não tem relação com esse texto, mas assim como Platão, também creio que exista um mundo das ideias e um da realidade. Cada olhar projeta um mundo, seja um olhar de luz ou de ausência dela. A realidade nos parece a soma das visões de mundo de todos, a projeção de sombras e luzes que carregamos o tempo todo. O mundo nos parece o reflexo do inconsciente coletivo da teoria de Carl Gustav Jung. O mundo é o caudal de espírito confuso e babilônico que habita os homens, saturados de cultura, informação, conhecimentos etc. A utopia, o mundo ideal, o céu que muitos almejam é a esperança que nos dá força e nos motiva a continuar. Sem um mundo das ideias certamente desfalecemos! A realidade seria uma maravilha se fosse a concretização dos nossos sonhos, sem a interferência dos sonhos dos outros. Não é? Então o lance é se adaptar em um mundo que não é seu!

Anderson Luiz

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