Um novo homem


Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.” (Machado de Assis)

O velho homem precisava da religião para se religar ao Criador, mas isso era uma grande ilusão por que um ser finito nunca alcançaria (como nunca alcançou) um ser infinito.

Um novo homem sabe que só pode conhecer o Criador se for visitado por ele, e assim não se esforça em vão e crê somente.

O velho homem vivia de ritos e sacrifícios, de obrigações e promessas, de sombras e imagens, de crenças rudimentares e elementais que somente exteriorizavam sua vontade humana.

Um novo homem nasce do espírito e nele se conscientiza, se volta para si mesmo e prescruta o seu interior que clama por liberdade e não submissão.

O velho homem criou a lei, em consenso formalizou códigos morais e determinou o que seria “bom” e o que seria “mal” para a humanidade.

Um novo homem anda por sua consciência pacificada sem fazer juízos morais, sabendo que não se sabe ao certo o que é “bom” e o que é “mal”.

O velho homem cercou terras, criou muros, fechou portas e começou a chamar de família um grupelho somente, aqueles que tem o seu sangue ou os que compartilham suas ideias e crenças.

Um novo homem derruba cercas e muros que existem na sua mente e abre as portas da percepção para enxergar com o olho do entendimento familiaridades em todo homem de coração puro e limpo.

O velho homem formalizou nações, fez separações entre Oriente e Ocidente, inflamou o orgulho de pertencer a uma “Pátria”, fez caso de genealogias e se achou diferente por causa de cores e de credos.

Um novo homem convive com a riqueza cultural, as diferenças, as idiossincrasias de cada um sem barreiras de separação alguma, sem sentimento de superioridade, sem orgulho de nome de família, sem preconceitos…

O velho homem era inseguro e portanto suas convicções eram imutáveis, suas certezas eram teimosas a ponto de guerras e mais guerras causarem aos de visões diferentes.

Um novo homem nasceu relativo, suas convicções são construídas na sua própria experiência e a única certeza que tem é de que só sabe em parte.

O velho homem acreditava na hierarquia, no poder, no dinheiro e na busca da felicidade.

Um novo homem mostrou que estamos todos nivelados, que o poder está na mente do possuído por ele, que o dinheiro é um papel e o valor dele está no consenso humano e que a busca da felicidade é uma frustração quando não a encontramos dentro de nós.

Anderson Luiz

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