Jesus, grande educador


“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?

E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.” (Lucas 8:9 e 10)

O Mestre havia dissertado sobre uma parábola que tinha como essência o recebimento de seu ensino pelas pessoas que o ouviam. Era a parábola do semeador. Uma parábola é uma alegoria, uma metáfora que ajuda a entender algumas verdades que são melhores compreendidas com exemplos corriqueiros, como no caso de um semeador que saiu a semear por vários terrenos. A multidão que ouvia o Mestre se familiarizava com semeadores, agricultores, camponeses… isso fazia parte do cotidiano e do “mundo” deles. O problema era que a grande maioria só gostava de ouvir e dificilmente se davam a um esforço mental para compreender o que se dizia. A mensagem era linda, diferente e original, mas a interpretação dela só era de conhecimento dos poucos que buscavam interpretá-la. Jesus como grande educador que era, sabia que a grande maioria (a multidão) sempre está acostumada a “engolir” certas coisas sem questionamento algum. Como grande educador que era, o Cristo não “entregava conhecimento de bandeja” (não dava pérolas aos porcos), pois sabia que o aprendizado deve partir também do aprendiz, e esse deve ser curioso, questionador e pesquisador como também corroborava dessa ideia o célebre Paulo Freire, grande educador brasileiro e reconhecido como tal também internacionalmente.

O conhecimento liberta a medida que se busca! Conhecimento é experiência e aproximação do objeto que se quer conhecer! Os discípulos do Mestre, aqueles que estavam mais próximos (pois vários discípulos ele tinha), o interrogaram sobre o significado da parábola do semeador dissertada. “Que parábola é esta”? Como que dissessem: O que isso significa? O que podemos tirar de aprendizado dessa metáfora? Essas dúvidas, esses questionamentos, essa busca incessante por compreensão e entendimento foi visto pelo grande educador como o início do aprendizado. “A vós vos é dado conhecer os mistérios”, disse-lhes o Mestre. E por quê? Por que perguntaram e por que não queriam nada “mastigado”, queriam digerir, destrinchar, dissecar o conhecimento até dominá-lo. O conhecimento ao qual Jesus veio revelar era: o governo de Deus implementado na Terra. Dúvidas, questionamentos, curiosidades, não eram vistos por Jesus como falta de fé, como rebeldia, como criticismo ou “mente de combate” (Isso é argumento usado por aquele que quer enganar e por aquele que não tem segurança e nem firmeza alguma no que fala). Tudo isso era visto como princípio do aprendizado! Não havia em Jesus autoritarismo, ele ouvia discórdias de seus aprendizes, sanava dúvidas, entendia questionamentos e não desprezava perguntas. Havia comunicação entre Mestre e aprendizes, diálogo aberto e nenhum medo de ser questionado, pois em Cristo havia convicção do que se falava. Aos que não se esforçavam para compreender, que aceitavam e engoliam tudo sem raciocínio, só lhes restava ver e não observar com olhar clínico, ouvir e não discernir o que se ouviu. A multidão continua a mesma seguindo “roboticamente” lobos autoritários que nunca entenderam o grande educador. Esses cegos, guias de cegos!

Anderson Luiz

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