Veneno de cada dia


A maldade bebe a maior parte do veneno que produz.” (Sêneca)

A conta-gotas somos envenenados! Todos os dias! Morte lenta, agonizante e silenciosa! É o veneno diário dos jornais “sensacionalistas”, das novelas de “vida irreal”, das ideologias, das mil “verdades” e das mil “mentiras”. É o veneno de um governo desgovernado, que por meio de leis, sorrateiramente envenena. É o veneno no vício de um mundo virtual que te desliga dos amigos, da família e da vida real. É o veneno que vem em doses homeopáticas criando conceitos estranhos, elegendo uma agenda sinistra, solidificando uma ideologia barata que se fixa na mentalidade humana por meras repetições. Anos e anos de trabalho duro para mudar a mentalidade. No fim, é tudo “normal”! Tudo, inclusive o veneno! É o veneno escorrido da boca dos religiosos moralistas, que vão matando diariamente a espiritualidade de uma geração inteira. Gotas de veneno misturado ao elixir da longa vida e do desejo de salvação! É o veneno de uma vida confortável e bem sucedida que te consome o ânimo e o vigor da revolta juvenil. É o veneno do conformismo, do achar que o mundo é perfeito e as coisas “funcionam”, tudo está no lugar e qualquer mudança é blasfêmia. É o veneno da acomodação ao trabalho opressor e a aceitação da “derrota” do oprimido. Venenos capazes de corromper mentes e corações humanos!

Não pode ser verdade isso! Há realmente uma intenção ao misturar veneno na nossa “comida” e na nossa “bebida” diária? Existe uma finalidade no envenenamento público? Quem está por trás dessa agenda sinistra? Uma “raça de víboras”? Homens que se gabam de estarem saudáveis? Homens “endinheirados” e “poderosos”, “donos do mundo” que não enxergam a doença da ambição que os corrói a cada dia? Cegos, guias de cegos que acreditam enxergar? É preciso estar atento diariamente! Vigiar e estar alerta o tempo todo! Discernir sempre o veneno! Desconfiar sempre das “serpentes”, dos traíras, dos oportunistas, dos ambiciosos, dos ardilosos, dos egoístas, dos interesseiros e dos que praticam o mal. Sim, os que praticam o mal existem! Não há veneno no fruto do amor, da paz, da paciência, do arrependimento genuíno, da misericórdia, da solidariedade, da amizade verdadeira, da busca por uma espiritualidade sadia e no fruto da “árvore da vida”. Já na “árvore” que entre suas folhas está misturado o “bem e o mal”, seus galhos estão carregados de frutos venenosos. Nessa “árvore”, bem e mal são a mesma coisa! Nessa confusão não dá pra discernir, pois o pensar assim é sinal de que o veneno já se espalhou e o resultado é morte… lenta, agonizante e silenciosa.

Anderson Luiz

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