Sobre o fanatismo


“Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo.” (Denis Diderot)

O fanático não sabe que é! Ele é um fã cego das suas crenças e ideias! O fanatismo é o medo de perder o chão “firme”! O fanatismo é a potencialização e a multiplicação da utopia! É uma “super-utopia”: a verdade humana. O fanático é consumido pelo ódio cego quando é confrontado. Ele não aceita nada que não se encaixe em suas “verdades”. Somente um martelo de ideias para desconstruir e quebrar a dureza do coração do fanático e despedaçar por baixo o concreto imaginário que lhe sustenta. Com vendas nos olhos, o fanático não quer enxergar. Por quê? Enxergar significa admitir que há diferenças, pontos de vista e crenças não alinhadas as suas. Do orgulho extremo sobrevive um fanático!

O fanatismo não é obra apenas de um religioso! O patriota, o que faz de suas ideologias espadas de guerra e o idólatra (seja o ídolo que for), são fanáticos contumazes. Esses são capazes de morrerem ou matarem por fanatismo. A soberba e o orgulho patriota que faz alguém achar que o seu povo é superior ao outro é puro fanatismo. Aquele que defende “ismos” ideológicos por aí como se fossem a receita mágica para um mundo melhor (para quem?), é um fanático perigoso. A cegueira do fã que não enxerga a fragilidade do seu ídolo, mas prefere idealizar ele como uma divindade, beira ao obscurantismo. Em todas as religiões há fanáticos! Sempre achando que o seu caminho é o verdadeiro, suas crenças são as corretas, seus ensinamentos salvam e seus sacerdotes são os únicos representantes de Deus ou dos deuses. O fanático não vê outras possibilidades e diferenças. Não quer ver, não quer questionar, não dialoga sem atacar, não quer pensar quando isso significa pôr em xeque suas crenças.

Vivemos em um mundo cada vez mais fanático! Loucuras são feitas em nome de um “deus” por fanáticos. O fanático vive no escuro e somente a lucidez e a temperança tem o poder de livrá-lo. Sabotagens, genocídios, guerras, suicídios, violência, terrorismo e outros males do mundo podem conter as digitais de um fanático. O fanatismo é aquela “casta que só sai com jejum e oração”! É aquela crostra milenar que precisa ser quebrada com sabedoria. É preciso lançar as sementes do respeito, da diversidade, da tolerância (que não significa aceitação), da convivência pacífica apesar das discordâncias e do amor. É necessário cultivar a relatividade, questionar as certezas, desconstruir alguns dogmas e tradições, e saber que existem outras verdades pessoais. Regando assim as sementes do amanhã, talvez colheremos um mundo onde o fanatismo será sempre lembrado com vergonha.

Anderson Luiz

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