Vendilhões


Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia.” (Edgar Allan Poe)

Eles vendem a fé como se fosse mercadoria e fazem dela o pote de ouro no final do arco-íris, o qual os enriquece muito mediante a pobreza e a ignorância humana.

Eles mercadejam palavras vagas e vazias, palavras as quais usam oportunamente nos piores sofrimentos e nas piores desgraças humanas.

Eles se alimentam de grana, muita grana tomada de fiéis seduzidos por persuasões e engodos que foram estrategicamente maquinados às ocultas.

Eles vendem sonhos que se tornam pesadelos, vendem promessas inalcançáveis, vendem certezas por meio de medos e vendem sempre aquilo que nunca tiveram. São estelionatários!

Eles são cambistas formados na escola da malandragem, sabem tirar o maior proveito da fraqueza humana e possuem lábia para vender até vento.

Eles sabem misturar bem verdades e mentiras e domesticar totalmente suas ovelhas, a ponto de tosquiá-las e deixá-las prontas para o abate com o próprio consentimento delas.

Eles são mestres do feitiço, bruxos capazes de enfeitiçar multidões com as suas palavras mágicas e com suas ameaças.

Eles adoram um show, se deleitam em pirotecnias e fazem do sensacionalismo o seu marketing comercial.

Eles comercializam “deus”, vendem “vida eterna”, mercadejam palavras e sabem muito bem utilizar o escambo em seus sermões moralistas.

Eles contam dinheiro rindo de como foi fácil obter, devolvem o troco em vagas promessas e providenciam sacrifícios que eles mesmos nunca foram capazes de cumprir.

Eles contaminam o sagrado, compram os seus guardiões, pagam caro por luxo e invertem a lógica do que pregam.

Eles atraem sobre si a ira, dão motivos ao chicote e se fazem de vítimas de uma perseguição que é tão somente justiça divina sendo feita contra eles.

Eles abandonam o rebanho, os conduzem ao lobo e fogem pelas portas do fundo carregando seus gazofilácios ungidos com muito dinheiro.

Eles sabem fazer bem acepção de pessoas, cortejar os endinheirados, bajular os poderosos e negam migalhas aos que não tem nada a lhes oferecer.

Eles ofertam moral e presunção, vendem a superação do medo de um inferno e infernizam vidas e consciências vendendo um deus-diabo capaz de colocar doenças, devorar a economia e atirar raios na cabeça dos “desobedientes” e “incrédulos”. São teatrais como o deus que vendem!

Anderson Luiz

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