Jesus, a luz na consciência


“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8:12)

Analisando o contexto do pronunciamento do Mestre, em que ele diz ser a “luz do mundo”, é possível perceber o que de fato ele queria dizer com tal declaração. Antes de ter dito e anunciado ser a “luz do mundo”, os escribas e fariseus (teólogos e religiosos da época) tinham trazido a presença de Jesus uma mulher surpreendida na prática de um adultério. Querendo pôr em xeque a reação do Mestre para ver se ele caía em alguma contradição, citaram a lei de Moisés (lei humana) que dizia que uma pessoa surpreendida em adultério deveria ser apedrejada até a morte. O resto da história todos sabemos! Eis a frase histórica que ecoa na consciência humana até os dias atuais e continuará ecoando: “aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra” (João 8:3a7). Essa luz revelada ao homem por intermédio de Jesus, foi capaz de gerar vida na consciência daqueles acusadores da mulher e na consciência da própria mulher. Diz o relato que os acusadores (escribas e fariseus), acusados pela própria consciência foram se retirando e não restou nenhum (João 8:9). A “luz do mundo”, a luz que ilumina as consciências que andam em trevas, tem o poder de uma bomba atômica capaz de expandir cada vez mais as consciências.

Todo o biólogo sabe do poder e da importância que a luz tem para gerar vidas. Sem fotossíntese, não há vida! Sem luz, a vida vegetal não libera oxigênio, não cresce, não se expande e tende a morte! O mesmo se dá com nossa consciência! Uma consciência em “trevas” está semi-morta e só pensa em morte! É só perceber o que desejavam os escribas e fariseus com a finalidade de extirpar o pecado do mundo. A consciência precisa de luz, aquela luz que vem na hora certa para oxigenar o cérebro, para expandir a mente, para mudar o olhar em relação ao mundo e as pessoas e para nos libertar dos pré-conceitos e dogmas fechados que matam e fazem definhar o ser. Jesus trouxe a luz que gerou vida, uma frase certeira no meio daquela tradição de morte (lei de Moisés). Iluminados pela luz que revela o mais íntimo do ser, os acusadores da mulher que até então estavam obscurecidos de entendimento, enxergaram as trevas dentro de si e debandaram. Nossa consciência necessita de luz para se expandir! Sem luz a mente fica fechada e a consciência “murcha” e “morre” como uma planta. Toda palavra capaz de gerar vida livre da morte, é luz com a qual devíamos nos alimentar. Um livro bom que nos remete a pensar e refletir muito, um conselho amigo que nos faz olhar de um outro ângulo, um Professor com discernimento e uma boa mensagem (Evangelho) que nos desnuda o interior e nos revela como nós realmente somos, pecadores, gera vida, muita vida. No encontro com a luz do mundo (Jesus era a sua mensagem), a consciência dos pretensos “santos” (fariseus e escribas) os coloca no seu devido lugar de pecadores, e pode fazer de uma pecadora, um testemunho de uma nova chance de vida dada (João 8:10e11) pela luz que ilumina as consciências: o Mestre de toda boa palavra.

Anderson Luiz

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