Somos energia?


“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (Antoine Lavoisier)

Que “energia” maravilhosa essa pessoa tem! Que “vibração boa” emana daquela mulher! Esse homem tem muita “unção”, muito “poder”! Aquele rapaz tem “presença de espírito”! Essas são frases que ouvimos em nosso cotidiano e que nos fazem questionar se há de fato uma “energia”, uma “força intergaláctica” invisível aos nossos olhos, mas capaz de fazer a diferença na vida humana. Algumas religiões podem chamá-la de “espírito”, e outras crenças dizem que as coisas vivas da natureza possuem esse “espírito”. A filosofia pode entender como a “essência”, aquilo que se diferencia da “aparência”. Nem tudo aquilo que parece ser (aparência), na verdade é (essência)! Os sacerdotes da antiguidade chamavam de “ki” e “alma”? Os misticos de hoje de “aura” e “vibração energética”? Os relatos bíblicos falam do “coração” como fonte de vida e também de morte (quando alguém escolhe o “lado negro da força”?). As invisíveis e incríveis “ondas eletromagnéticas” usadas pelas tecnologias tem alguma semelhança? E a radiação? E os elementos (terra, fogo, água, luz, calor, ar) que são capazes de produzir a “energia” que necessitamos para sobreviver? O que é o “folego de vida” que fez o homem “alma vivente”? Que energia misteriosa é essa que se materializa como um “verbo” que se faz “carne”? Deus é “espírito” como disse Jesus, um “poder” maior” como diz alguns ou uma “grande energia” do Universo? O fato é que a “energia” faz parte de nós, sem ela não sobreviveríamos!

Depois da descoberta do “quantum” a ciência já não é a mesma! O “quantum” seria uma partícula subatômica encontrada em tudo. Invisível a olho nu, essa partícula tem causado uma grande revolução na ciência, o que tem ajudado no abandono do antigo divórcio entre religião e ciência. Físicos quânticos estão a resgatar questões como a “imortalidade da alma” e a “consciência”, baseados na descoberta dessa partícula menor de que um átomo. Seria o “quantum” o nome científico para a “energia” da qual estamos aqui falando? Essa “energia” nos rodeia, ela nos envolve… tudo em nós pode ser “energia”. Cada religião dá o seu nome, cada filosofia disserta sobre sua existência e até a ciência agora fala sobre ela, mas no fim tudo parece ser a mesma coisa: a “energia”.

Na morte a “energia” não se perde, ela se transforma! A decomposição da nossa carne serve para alimentar e dar “energia” aos vermes. O esterco serve como adubo! Nada é tão insignificante, nem a merda! A luz dá “energia” para o crescimento das plantas. Energia eólica, hidráulica, solar, por combustíveis fósseis e por radiação (urânio) parece ser a realização da crença mistica nos elementais. O petróleo está ligado a decomposição de protozoários, celenterados e outros organismos vivos. E como necessitamos do petróleo! Cada célula que morre dá lugar a inúmeras outras. O açúcar e a proteína dos alimentos são “energia” e geram “energia” em nós. Toda gordura é “energia” acumulada. Somos “energia”, seja lá o que isso signifique! Talvez essa dicotomia platônica de um “mundo real” e um “mundo das ideias” (mundo das abstrações, das energias?) seja falsa. Talvez sejamos “energias materializadas” que nunca se perderão, ou “matérias energizadas”? Ou então somos “espíritos encarnados” ou “essências” (verbos, razão, logos) que se fizeram carnes? Quem vai saber?

Anderson Luiz

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