Eu tentei!


“A recordação da felicidade já não é felicidade; a recordação da dor ainda é dor.” (George Lord Byron)

Eu tentei desde tenra idade me adaptar! Mas não via graça nos empurrões, nos apelidos maldosos, nas costumeiras “lutinhas”.

Eu tentei ser amigo dos mais falados da classe, mas eles eram esnobes e gostavam de humilhar e rejeitar. Percebi que os excluídos e rejeitados eram amigos para vida toda e decidi ficar do lado deles.

Eu tentei ser o que não era, na adolescência rebelde fiz coisas que jamais imaginei fazer, mas logo pedi ajuda. O esforço para me adaptar me levou a ir longe demais e resolvi voltar.

Eu tentei ser político, ser o amigo de todos, mas logo percebi que era um esforço inútil. Aquilo era pura ilusão!

Eu tentei me inserir ao mundo por meio das religiões, mas descobri que era apenas fulga, necessidade de se adaptar.

Eu tentei ser pragmático na vida, buscar felicidade profissionalmente e só,  mas a vida revelou que existe algo mais.

Eu tentei me adaptar em uma cultura diferente da que estou acostumado, mas descobri que existem culturas em que as prioridades de valores são diferentes das nossas.

Eu tentei, mas não me encaixo! Não há lugar! Não há o que fazer! Nenhum esforço é capaz de te moldar para caber em um lugar que não te pertence! Quem aceita deixar de ser quem se é para se adaptar ao mundo e as pessoas, poderá viver uma mentira. E quem não aceita essa mentira sofre o peso da não aceitação, da exclusão e da solidão. O mundo é dor! Cabe-nos escolher de que dor sofrer!

Anderson Luiz

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