O caminho do meio


O Mestre disse: quem se modera, raramente se perde. (Confúcio)

Tao Te Ching é um livro oriental que fala sobre o ”Caminho do meio”. Esse “caminho” representa o equilíbrio no meio dos extremos em que vivemos hoje no nosso mundo. Equilíbrio, moderação, sobriedade, são palavras chaves nesse livro que nos leva a refletir no quanto estamos afastados do “meio”. O mundo anda desequilibrado! Qualquer situação hoje pode ser polarizada! Há um vazio no meio enquanto os extremos estão saturados!

Na política, na religião e nas opiniões das redes sociais, o equilíbrio é uma característica rara. A polarização entre uma “esquerda” e uma “direita” só favorece a uma minoria de políticos corruptos que se aproveitam do ódio dos extremos para se darem bem. Na religião, seja ela qual for, a moderação é um tesouro escondido e inacessível. Extremistas religiosos invadiram o mundo junto com moralistas exagerados que não conhecem o “meio termo”. A vida extremamente pecadora quando se “converte” segue o pendulo de um extremo ao outro, fazendo do viciado e transgressor um careta moralista e chato. Até encontrar o “caminho do meio” (se encontrar) pode levar anos.

Atualmente, é nas redes sociais que mais conseguimos identificar a falta de sobriedade. Opiniões cheias de “verdades” para os outros demonstram a insensatez de um desequilibrado. Ódio, rancor, vingança, preconceito são o lado de uma moeda (cara) que tem no outro lado (coroa) a prepotência, a arrogância e a altivez. Todos com suas “verdades”! De um lado o conservador e o moralista, do outro o libertino e o profano que se acham “progressistas”. Todos andando a milhas de distância do “ponto de equilíbrio”. Raramente alguém anda pelo “caminho do meio”, talvez por que acham que é o mesmo que estar em cima do muro. Não é isso! Creio que existem momentos históricos em que se deva andar no caminho extremo, mas esses momentos são bem pontuais e logo a vida faz um convite para a senda do equilíbrio, da moderação e da sobriedade. Que sejamos atraídos para o “meio” sempre ao invés de sermos magnetizados pelos opostos!

Anderson Luiz

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