Capítulo 15 – A segunda vinda do Cristo eterno


CAPÍTULO 15 – A SEGUNDA VINDA DO CRISTO ETERNO

O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve nos céus grande vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. (Apocalipse 11:15)

O Cristo do Altíssimo está a esperar de seu trono o dia em que retornará a Terra com todo o poder, pompa e majestade que seu Pai o concedeu. Esse dia glorioso está oculto a ele e somente o Altíssimo sabe a hora, o dia e o ano (Mateus 24:36). As nações governadas pelos “deuses” se enfurecerão na medida em que esse dia se aproximar (Apocalipse 11:18). E a História mais uma vez se repetirá, quando novamente Cristo vencerá todas as potestades e principados, expondo os “deuses” e os homens regidos por eles, a humilhações e escárnio. Seu último inimigo será Abbadom (a Morte).

E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. (I Coríntios 15:24a26)

Convém que ele restaure a Terra durante mil anos (Apocalipse 20:6) reestruturando o mundo das guerras do porvir e ensinando aos homens como proceder como verdadeiros seres humanos. Depois disso, ele entregará novamente a Terra ao seu Deus e Pai, para que todos os povos e nações, vivos e mortos, se apresentem para o Julgamento Final (Apocalipse 20:11e12). O Reino físico e manifesto do Cristo será a projeção daquilo que sempre existiu no coração de profetas e de seus seguidores. Esse Reino que está dentro do coração humano (Lucas 17:20e21), é desde o princípio e voltará a ser. É o Éden, o Jardim divino e propósito original da criação. O Reino de Deus que está próximo!

Cristo reinará na Terra (já reina nas regiões celestiais) juntamente com os miríades de novos homens e mulheres que nasceram de novo do espírito (João 3:3) e já não se submetem a nenhuma lei espiritual, como a que estudamos que “faz com os homens se assemelhem aos deuses aos quais eles adoram” (Salmo 115:8). Voltaremos a ser feitos “imagem e semelhança” daquele que nos criou (Gênesis 1:26e27). Esses novos homens e mulheres são os que deixaram de ser “filhos da ira” no momento em que abandonaram a sua “velha natureza” e nasceram para uma natureza amorosa que somente o filho de Deus e o próprio Altíssimo oferece (II Coríntios 5:17). Toda a maldição de nascer sobre a ira de satanás e seus anjos, todo o escrito de dívida e toda a influência das milícias celestiais, foram anuladas pelo sangue de uma nova aliança. O novo homem e a nova mulher de Cristo vivem pela Graça e já não sob a tutela da lei que transforma os que nascem sob uma determinada regência, em filhos desse regente (deus). Foi para a liberdade e para libertação que o Cristo de Deus também se manifestou entre nós (Gálatas 5:1).

Não nascer de novo é estar sob a escravidão da “lei da ação e reação”, do “olho por olho e dente por dente”. Satanás está sob e sobre essa lei, tem poder sobre ela e a usa para acusar a todos. Em alguns escritos judaicos, há uma criatura chamada Azazel, que de tempos em tempos se apresenta ante o trono do Altíssimo para apresentar as culpas dos humanos (Jó 1:6a12). Esse mito está relacionado com o “bode expiatório” que carrega toda a culpa da humanidade. Deste mito nasceu a figura do Diabo, o ser que tenta o homem e quando esse cede a sua tentação, o acusa diante do Altíssimo (Zacarias 3:1). Os judeus acreditavam que Azazel, figura de Satanás, escreveria todas as faltas e pecados humanos para depois apresentar esses escritos em um tribunal anual. Nascer de novo também é saber que já não há mais nenhum escrito e nenhuma dívida a pagar (Colossences 2:13a15). Em Cristo, não há condenação (Romanos 8:1e2). A segunda vinda do Cristo do Altíssimo será precedida pela ira de Azazel que será tirado de suas funções de acusador e será lançado para a Terra (Apocalipse 12:9a12) para iniciar aqui um tempo de grande tribulação e perseguição como já vimos anteriormente. Mas por pouco tempo, pois o plano do Altíssimo é que Azazel fique preso durante o reinado milenar do Cristo (Apocalipse 20:1a3).

E quando o Cristo do Altíssimo virá? Ninguém sabe só o Criador (Mateus 24:36)! Mas uma coisa é certa: o Cristo do Altíssimo se manifesta quando o mundo estiver sobre o governo do Anticristo. Ele é a pedra arrancada que derrubou toda a estátua da visão de Nabucodonozor (Daniel 2:34e35), ferindo o império Romano sob o governo de César, a personificação do espírito do Anticristo da época. Cristo Jesus nasceu justamente sobre esse poder político da época. Na sua segunda vinda, o mesmo se dará e após a manifestação dessa figura maligna, o Cristo ressurge cheio da sua glória, majestade e pompa para vencer o Anticristo (Apocalipse 19:11a21).

Então, tive o desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava;

E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros.

Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles,

Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. (Daniel 7:19a22)

Possuir a Terra, reinar sobre ela, eis o propósito do Altíssimo para a humanidade desde o início (Gênesis 1:27a30)! Depois que os principados, as potestades e os dominadores deste mundo perderem seus domínios sobre a Terra, ela será entregue a quem de direito: ao Cristo do Altíssimo e aos seus escolhidos, os santos (Apocalipse 20:4a6). Eles serão os seus sacerdotes e reis (Apocalipse 5:9e10). Aqui vamos entender o que significava ser “sacerdote e rei” na época das profecias. O sacerdote era aquele que ensinava o povo, dava direção, conselho e emitia opiniões sabias. O rei era aquele que governava, que tinha autoridade e comando. O Reino que se instalará vai precisar de “sacerdotes e reis”, mestres, professores, governadores, gente com autoridade para restaurar a Terra segundo a sabedoria do Altíssimo e do seu Cristo (Isaías 32:1a6).

No “Reino de Deus” manifesto em plenitude na Terra, no milênio, os mansos herdarão a Terra, os humilhados serão exaltados diante daquele que sempre os humilhou (Mateus 5:1a11), os últimos serão os primeiros e aqueles que sempre foram tidos como os primeiros, a “elite”, os “privilegiados” que nunca se deram conta da sua insignificância, serão os últimos. Que humilhação maior não seria aquele patrão explorador ser governado por seu humilde e agora sábio funcionário? Que surpresa não seria aquele acostumado sempre a ser o “primeiro” no mundo, desconsiderando todos, agora no Reino se ver depois dos antigos pobres desse mundo?

O Cristo do Altíssimo, no Reino, restaurará todas as coisas. Ensinará a governar com sabedoria, ensinar com inteligência, tratar os animais e a natureza com amor e a não aprender mais a guerra. Companheirismo, senso de irmandade, de justiça e de paz, será aquilo que nos regerá para sempre. E depois de restaurar todas as coisas, ele entregará tudo perfeito ao nosso Deus e Pai, mas continuará governando pelos séculos dos séculos (Apocalipse 11:15).

E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.

O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. (Apocalipse 21:5a8)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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