Jesus, o bom argumentador


“Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito?” (João 18:33e34)

Argumento é uma palavra que vem de argumentum e significa fazer brilhar, iluminar. Um argumento bem fundamentado ilumina a consciência e nos faz enxergar aquilo que não enxergávamos. Um bom argumento é brilhante! Um bom argumento ilumina o caminho, dá direção, revela aquilo que antes estava oculto! O cristo de Deus, mestre dos homens, sempre usou de bons argumentos geradores de reflexões, silêncios constrangedores e também raivas e ódios. Foi assim diante de Pilatos, foi assim ao defender a mulher pega em adultério prestes a ser apedrejada e em muitas outras situações de embate em relação a pensamentos discordantes.

Perante Pilatos, Jesus responde a uma pergunta com outra pergunta, o que leva a Pilatos a repensar melhor a sua questão. O mestre brilhantemente dá a chance a Pilatos de refletir no que estava acontecendo diante de seus olhos. Pilatos queria jogar a responsabilidade da prisão de Jesus sobre ele, o mestre com um bom argumento recoloca a questão onde ela devia ser colocada (João 18:33e34). Em outro episódio, o mestre com mais um argumento brilhante diante de um possível apedrejamento de uma mulher adúltera, ilumina as trevas no caminho daqueles homens na seguinte frase: “aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8:7). A história diz que “ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um” (João 8:9). Há ainda outros exemplos de brilhantismo através de argumentos bem fundamentados como na questão do tributo, se era lícito pagá-lo a César ou não (Marcos 12:13a17).

Jesus, a luz que ilumina esse mundo e o livra das trevas da ignorância, da perdição e da morte (João 8:12), nos ensina que uma vez sem travas nos olhos, enxergando melhor para ajudar quem não está enxergando (Mateus 7:5), podemos iluminar o caminho do mundo com bons argumentos. Mesmo que essa luz em nós seja de faíscas, fomos chamados a sermos pequenos luzeiros (Mateus 5:14a16) que com bons argumentos e palavras certeiras, iluminam o mundo. Uma vez que fomos iluminados pelos argumentos do mestre é natural que a luz que há em nós seja refletida nesse mundo. Primeiro, a treva que há em nós precisa ser revelada, e uma vez revelada, o brilho da boa notícia e de bons argumentos surge através de nós como conseqüência natural desse processo.

Anderson Luiz

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