Preservação da espécie


O amor é a nova nomenclatura para “preservação da espécie”. (Dayane Breyer)

Chegamos a um ponto da história em que a preservação da espécie se faz necessária àquele que entende que vivemos dias difíceis. É necessário preservar todas as espécies animais, inclusive a humana. Essa espécie, a humana, tende a achar que “preservar a espécie” é se “auto-preservar” e cada dia mais põe em risco de extinção, a humanidade. É cada vez mais notório e perceptível que “preservar a espécie” tem sentido contrário ao que se entende hoje como “auto-preservação”.

O humano se fecha cada vez mais em seus círculos fraternais, sua família, sua casa, querendo preservar sua própria vida e a dos seus. Essa “auto-preservação” que não olha o outro como irmão só por conta de sangue, que não inclui o de fora só por conta de idéias e que pouco se importa com aqueles que não integram seu círculo é a forma mais rápida de extinguir a espécie humana. Cada vez mais se percebe que para preservar a espécie humana é necessário ser solidário, ter empatia, desenvolver a compaixão, incluir em vez de excluir, ajuntar em vez de separar, pois realmente a “união faz a força”. A humanidade dividida, vigilante e denunciante do seu próximo, protetora somente dos laços de sangue (às vezes nem isso), laços de terra e nação, é uma humanidade perdida e fraca. O homem, animal fraco no meio dessa selva toda que é o mundo tende a ser engolido naquilo que tem de melhor e desaparecer.  Não desaparecer no sentido físico, mas no sentido humano do termo.

A “auto-preservação” entendida como proteção pessoal e proteção dos “meus”, é um grande problema. Como partes de um “todo”, não se pode olhar somente as partículas achando que o restante desse “todo” que se vire. Os erros e acertos dos outros, até de quem não se gosta, produz efeitos, conseqüências que nos atingem de alguma maneira. É o “efeito borboleta” entre nós que revela nossa total dependência uns dos outros. Criar um feudo, proteger seu clã, salvar somente os “meus”, é uma tendência humana compreensível, mas ao mesmo tempo é um esforço para acelerar nosso fim. Se queremos preservar nosso coração, faz-se necessário romper essa bolha que tendemos a criar.

Anderson Luiz

Obrigado pela opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s