Contabilizando a vida humana


Um espírito mesquinho é como um microscópio: aumenta as pequenas coisas, mas impede de ver as grandes. (Philip Chesterfield)

Eles vivem de contabilizar a vida humana, transformam a vida humana em números, em dados e percentagens que geralmente servem a seus propósitos desumanos.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, pois transformar gente em números frios é a maneira racional que eles acharam para eliminar qualquer tipo de emoção ou sensibilidade social que só gente pode gerar.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, cada cabeça um custo, cada aluno uma conta, cada paciente um gasto e cada pobre morto… uma economia.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, são mesquinhos demais para entender que mais importante do que contabilizar vida humana é a importância da vida humana que sempre conta.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, são profetas neoliberais pregando “racionamentos” e ração para humanos se necessário for.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, medem humanos em medidas de bois (arrobas) e não medem esforços para engordar os bois, seus cabritos e os jumentos de cargas, seus aliados, com as benesses do Estado.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, dizem que a maioria, somente ela, é digna do bolo e que a minoria não tem parte no bolo que ajudaram a fazer.

Eles vivem de contabilizar a vida humana, e na sua contabilidade perversa impõem a religião da maioria a força sobre “tudo e todos”. O Deus deles é um contador perverso!

Anderson Luiz

 

 

 

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