Mãos


“Não precisa correr tanto, o que tiver de ser seu às mãos lhe há de vir.” (Machado de Assis)

Mãos fracas e sem o menor tato para cuidar de vocês.

Mãos de estranhos, aparentes parentes que de vez em quando aparecem e parecem se importar.

Mãos do Estado tutelando suas vidas e determinando seus futuros.

Mãos que dão abrigo, mas não podem proporcionar a segurança necessária para a sobrevivência.

Mãos que se encontram pela primeira vez e que estão sobre a benção da mão maior.

Mãos que se apresentam e se apertam a cada dia com mais força e convicção.

Mãos acariciando meu rosto, meu cabelo e peito, revelando o sentimento mais puro e sincero de vocês.

Mãos pedindo o alimento sagrado. Mãos trabalhando para obter o alimento sagrado. Mãos comprando, cozinhando, alimentando… mãos sagradas.

Mãos brincando com suas bonecas, mãos orando antes das sonecas. Pequenas mãos.

Mãos, a primeira que toca o corpo num abraço dado ao chegar em casa depois do trabalho e que transmitem um sentimento genuíno de amor.

Mãos que fazem bagunça, que desorganizam, que se sujam brincando. Mãos de crianças. Mãos das minhas filhas. Presente divino entregue em nossas mãos.

Anderson Luiz

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